Depois do sucesso do Madrugadão do Terror, que reuniu 70 pessoas na noite de 22 de outubro na sede do Diário para curtir filmes assustadores, vem aí, a segunda edição do Cine Clube D+. Em 19 de novembro, no auditório do Grupo Diário, com a primeira sessão prevista para as 21h. Serão exibidos dois filmes com temáticas diferentes: Mês da Consciência Negra e Tributo ao Anos 80 e a Steven Spielberg.
A atividade é em parceria com os Cineclubes Lanterninha Aurélio e Cineclube Da Boca, que também promovem o evento pela segunda vez. Os filmes que vão disputar a preferência do público são: Pantera Negra (2018) x Amistad (1997) e ET. O Extraterrestre (1982) e Os Goonies (1985), os três últimos são dirigidos por Steven Spielberg.
Para participar, basta se inscrever pelo link do Google Docs, preencher os dados e aguardar a confirmação da presença pelo WhatsApp. O Auditório tem capacidade para 80 lugares. Os primeiros inscritos garantem lugar e, os demais, aguardam em uma lista de espera que, até a véspera do evento, poderá ser acionada.
No intervalo das sessões, haverá Coffee Break da Oba! É muito bom!, que vai mandar para os cinéfilos os seus grandes sucessos. São doces e salgados que figuram entre os preferidos da cafeteria, que funciona 24h por dia, no Empreendimento Espírito Santo. O Delivery Much e o Sebo Camobi seguem a parceria com o Cine Clube D+ e vão estar presentes com distribuição de brindes. Assim como a Estante Gamer, que vai disponibilizar consoles de videogames antigos para o público jogar na chegada e no intervalo.
Consciência negra
Os dois filmes que disputam a preferência do público nesta primeira sessão são sucessos do cinema. O primeiro é o aclamado Pantera Negra, da Marvel, que conta a história de T’Challa, príncipe do reino de Wakanda, que perde o seu pai e viaja para os Estados Unidos, onde tem contato com os Vingadores. Entre as suas habilidades estão a velocidade, inteligência e os sentidos apurados. A produção foi aclamada pela crítica e pelo público e foi indicada a 7 Oscars, em 2019, incluindo na categoria Melhor Filme.– A primeira vez que vi o Pantera Negra foi no cinema, ao lado dos meus pais e do meu irmão. Além do protagonismo negro, significou muito ver meus pais felizes com aquela representação, que é totalmente diferente das produções brasileiras. Sair do cinema com a sensação de empoderamento e orgulho foi algo indescritível. Essa produção é e continua sendo um divisor de água para o nosso povo – ressalta a jornalista Arianne Lima.O outro filme, Amistad, foi indicado a quatro Oscars em 1997 e traz uma importante reflexão. Depois de uma revolta em alto mar, escravos são capturados por um navio norte-americano. Os homens e mulheres são alvos de uma batalha jurídica, pois vários são os que reclamam a sua propriedade. Cabe a um sujeito convencer os jurados que pessoas não podem ser vistas como propriedades.– O filme Amistad traz à tona o debate sobre a escravidão de uma forma muito crítica com um destaque a questões cotidianas dos navios negreiros e a desumanização pela qual passavam africanos escravizados, provocando em quem assiste uma reflexão sobre a violência do processo de escravização e que se reflete ainda hoje com um legado traumático em negros e negras descendentes dos povos africanos escravizados – chama a atenção o pesquisador e doutor em História, João Heitor Silva Macedo.
Spielbeg e os clássicos dos 1980
O clima de “Sessão da Tarde” vai invadir a madrugada. A segunda exibição traz dois filmes famosos da década de 1980, ambos dirigidos por Steven Spielberg. E.T o Extraterrestre, que completa 40 anos neste ano, conta a história do garoto Elliott, que faz amizade com um pequeno alienígena inofensivo, que está bem longe do seu planeta. Ele decide manter a adorável criatura em segredo e em casa após apresentá-la aos irmãos. Já em Os Goonies as crianças encontram um misterioso mapa do tesouro e começam a seguir as pistas, entrando em um fabuloso mundo subterrâneo de passagens secretas, perigosas armadilhas e um antigo galeão pirata que esconde moedas de ouro.
Carregando…